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Declínio: candidatos das forças de segurança não conseguem se eleger no Amazonas

Política | 05/10/2022 - 20:25
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação

Vários candidatos ligados à Segurança Pública disputaram as eleições deste ano no Amazonas, mas não saíram vitoriosos. Para a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) apenas um conseguiu uma das vagas, Comandante Dan Câmara (PSC), irmão do deputado federal Silas Câmara e ex-comandante da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).

Já para a Câmara Federal nenhum novo nome entrou, inclusive houve queda, com a não reeleição do Delegado Pablo (UB). Em 2018, ele obteve 151.649 votos em 2018, ficando em segundo como um dos mais votados. Já em 2022, amargou uma derrota com 43.496 votos.

Apenas Alberto Neto (PL) conseguiu se reeleger, com 147.846 votos, ocupando a vaga de Pablo em relação ao ranking de votação no pleito passado.

Na Aleam, mantiveram os mandatos os deputados Delegado Péricles (PL) e Cabo Maciel (PL). Além do Comandante Dan Câmrara, nenhum outro novo nome entrou.

O número é muito baixo em comparação a eleição de 2018, quando foram eleitos Alberto Neto, Delegado Pablo, Delegado Péricles e Bosco Saraiva, ex-secretário de Segurança do Amazonas, que resolveu sair da Câmara para disputar uma vaga na Aleam, mas não foi eleito.

Segundo dados do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 50 candidatos assinaram a ocupação de seus perfis como policiais civis, policiais militares, bombeiros e membros das forças armadas.

Entretanto, esse número deve ser maior, pois alguns candidatos registraram a patente no nome de urna, mas apresentou outra ocupação ao TRE-AM, como nos casos dos que se identificam como “delegados”. No item ‘ocupação’, eles assinaram como “servidor público estadual”.

Câmara Federal 

A disputa por uma das oitos vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília, teve nomes conhecidos da Segurança do Estado, como do Coronel Bonates (UB), ex-titular da SSP-AM), que teve mais de 27. 600 votos, a ex-delegada-geral da Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz (UB), delegada Débora Mafra (PSD), ex-titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DCCM).

Além dos delegados João Tayah, que mais uma vez tentou se eleger como deputado federal pelo Partido do Trabalhador (PT) e o Costa e Silva (PL), que já esteve em outras eleições e voltou novamente ao pleito deste ano para disputar uma vaga na Câmara.

Aleam

Já na disputa por uma das 24 cadeiras da Aleam teve um vasto número de concorrentes: Delegado Paulo Mavgnier (PMN), conhecido como “Muralha”, ex-titular do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Delegado Charles Araújo (PSDB), ex-títular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Outro nome ligado às forças de segurança que não venceu a eleição, mas chegou bem perto, foi o Coronel Menezes (PL). Ele disparou no início da contagem dos votos, mas nos últimos momentos foi ultrapassado pelo senador Omar Aziz (PSD), que conseguiu a reeleição.

Queda em nível nacional

O fracasso nas urnas dos candidatos da segurança foi sentido a nível nacional. Apesar do pleito deste ano ter um maior número de candidaturas em relação às últimas eleições de 2018, essa alta não acompanhou o índice de eleitos para a política pelos próximos quatro anos.

Mesmo com o avanço do bolsonarismo, muito ligado a essas instituições, na política brasileira, esse setor não obteve tanto sucesso quanto em 2018.
 

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