Adriana teve a candidatura indeferida, mas recebeu a verba do Fundo Eleitoral
Principal alvo da operação “Amor Fantasma” deflagrada nesta quarta-feira (30), em Manaus, Adriana Mendonça, ex-esposa do ex-vice governador Henrique Oliveira (Podemos), pagou R$ 750 mil para a Digital Comunicação, R$ 503,2 mil para a X Press Serviços de Comunicação e R$ 250 mil para a 7 Comunicação e Serviços Empresariais. Apesar da verba milionária, ela obteve apenas 240 votos e teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo assim, recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral.
No total, cada voto recebido custou R$ 12.500 aos cofres do Fundo Eleitoral. Ela foi alvo de denúncia dentro do próprio partido, o Pros, por receber a verba do Fundo Eleitoral sem ter o nome homologado pela sigla. De acordo com a Polícia Federal, já´foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, incluindo o recolhimento de celulares dos envolvidos, computadores e documentos.
Adriana foi colocada como candidata do partido pelo presidente do Pros, Edward Malta, em 11 de agosto. Malta foi vice na chapa de Henrique ao Governo do Amazonas. A convenção do partido ocorreu no dia 4 de agosto.
A desembargadora Carla Reis argumentou que Adriana estava inelegível. Em 2016, doou R$ 9 mil a Reizo Castelo Branco, valor acima dos 10% do seu rendimento, teto estipulado pela lei eleitoral.
Os gastos dá então candidata indeferida foram publicados no Divulgacand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Até o momento, nem Adriana e nem Henrique se manifestaram sobre a operação. Assim como o Pros também não emitiu nenhuma nota.
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