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Baleada nas costas por atirador de 16 anos, professora indígena desabafa: 'parecia cena de terror'

Brasil | 29/11/2022 - 14:34
Por: Jornalismo/Canal92AM*
Foto: Divulgação

Priscila Queiroz ficou consciente o tempo todo

A professora de Língua Portuguesa Priscila Queiroz, de 40 anos, recebeu alta nesta segunda-feira (28) após ser baleada com dois tiros no ataque às escolas em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. Na saída do hospital, a educadora, que é indígena, da aldeia Tupiniquim de Caieiras Velha no município, estava com um cocar, símbolo de luta para o povo.

"A educação é amor e o amor sempre vence. Nós estamos armados de livro, nós estamos armados de conhecimento. É o conhecimento, é o amor, e a educação que vai transformar essa realidade de ódio", disse a professora Priscila. 

Priscila, que é professora há 17 anos, dá aula Escola Estadual Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) desde 2020 e também já foi aluna da instituição. A educadora foi atingida por um disparo na costas, que atravessou o ombro, e outro que atingiu o braço. No dia do ataque, a profissional contou que demorou a acreditar no que estava acontecendo.

"A gente estava no horário do recreio, terminando o lanche, batendo papo. O sujeito chegou atirando, sem falar nada. Eu imaginei que fosse um rojão, um microondas explodindo, não somos acostumados com essa violência. Mas quando cheguei a olhar para trás, levei dois disparos nas costas. Eu caí, mas me mantive lúcida o tempo todo. Aí eu acreditei e parecia cena de terror, uma pessoa fardada, armada, atirando em todo mundo", relembrou Priscila.

Queria que as três professoras que não puderam resistir a esse filme de terror também recebessem a alta que eu recebi hoje", disse.

*Com informações do G1

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