Manaus, 02 de June de 2026   |  

Atos pró-Lula e contra Bolsonaro no Lollapalooza causam discussões entre vereadores de Manaus

| 28/03/2022 - 18:44
Por: Da Redação do Canal 92AM
Foto: Divulgação

Vários artistas fizeram manifestações políticas durante as apresentações no festival

Os atos pró-Lula e contra Bolsonaro durante o Festival Lollapalooza, realizado no último fim de semana no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, esquentaram os ânimos entre os vereadores Sassá da Construção Civil (PT) e Marcel Alexandre (sem partido), durante a sessão desta segunda-feira (28), na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

O vereador Marcel Alexandre (sem partido) utilizou a tribuna para criticar os atos a favor do ex-presidente Lula, considerados como propaganda eleitoral irregular, realizados pelos artistas Pabllo Vittar e Gloria Groove durante os shows no festival.

Marcel ressaltou que o nome do evento poderia mudar para “Lulapalooza”, e lembrou que o Ministério Público Eleitoral deve fiscalizar essas propagandas extemporâneas, veiculadas fora do período autorizado.

Segundo o vereador, esta é uma maneira de captar votos da grande massa, buscando influenciar a vontade do eleitorado por meio da emoção que a música e artistas passam através de suas artes.

“Utilizar eventos de grande repercussão para mencionar o nome, a bandeira e o número de um pré-candidato à presidência da república é ilegal, por tanto, não pode passar despercebido”, frisou.

Marcel disse que é radicalmente contra qualquer tipo de censura ou ditadura, fato considerado por artistas pelo fato da proibição de manifestação política no evento.

“Mas não podemos ter a insensibilidade de observar que uma coisa que é feita numa direção, aquela coisa não é aquela coisa, é outra coisa. A influência disso, os recados negativos. Eu não sei como vamos lidar com a nossa sociedade, quando estamos tomando ladrões em verdadeiros inocentes”, disse o parlamentar evangélico, ao se referir ao ex-presidente Lula.

“Que conceito presidente (Sabá Reis) a sociedade terá quando a gente pega um ladrão condenado, que roubou tanto, que não tem os 10 dedos da mão, para inocente. Estão ignorando isso e pegando os jovens fazendo apelo político para tirar título para ser contra fulano e a favor do beltrano. Temos que pensar que sociedade nós queremos”, continuou o vereador.

A fala de Marcel causou indignação no petista Sassá. Que questionou o colega sobre manifestações a favor de Bolsonaro feitas em anos anteriores fora do período eleitoral.

“No passado as pessoas colocavam a foto do presidente na frente, faziam movimento na rua. Hoje um artista não pode fazer sua homenagem. Nós estamos em um país livre. Aquela cantora (Pabllo Vittar) foi fazer uma homenagem ao Lula e o presidente entrou no TCE para proibir a divulgação. Porque no passado podia e agora não pode? Tem alguma coisa errada, no passado podia ir pra rua com a foto do genocida no peito”, disse o vereador.

Sassá salientou que Lula foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após Marcel chamar o ex-presidente de ladrão.

“O Supremo julgou Luiz Inácio Lula da Silva como inocente. Agora me admiro é que nosso amigo Marcel não fala dos pastores, do ministro da Educação. Isso ele não fala. Por que? Ele tem vergonha? Está filmado, tem documento e tem, até, prova, mas enquanto não for provado pela justiça eu não vou dizer que ele é ladrão, pois ainda está sendo acusado”, disse o petista ao pedir que Marcel peça desculpas a ele.

Por fim, o Sassá falou que os colegas do parlamento deveriam discutir medidas sobre o decreto do IPI do presidente Bolsonaro que ataca a Zona Franca de Manaus (ZFM).

TCE proíbe manifestações no Lollapalooza

Após as manifestações da cantora Pabllo Vittar, o ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheu pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL, e proibiu, em decisão liminar, manifestações políticas no Festival Lollapalooza.

Em caso de descumprimento, a organizadora do evento terá de pagar multa de R$ 50 mil, determina o despacho. “A manifestação exteriorizada pelos artistas durante a participação no evento, tal qual descrita na inicial, retratada e documentada, caracteriza propaganda político-eleitoral”, entende o ministro do TSE. O caso deverá ser analisado em plenário, mas já tem valor legal
Entretanto, a decisão do TCE causou ainda mais manifestações por parte dos artistas. Alguns projetaram nos telões a frase “Fora, Bolsonaro”.

*Da Redação do Canal 92AM
 

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