A greve foi iniciada pelos trabalhadores do bumbá na última sexta-feira
Ao chegar na Cidade Garantido, na manhã desta terça-feira (10), o soldador Leno de Souza descobriu que estava proibido de entrar no local. Ele foi demitido pela agremiação folclórica, segundo ele, após fazer greve por falta de pagamento.
A greve foi iniciada pelos trabalhadores do bumbá na última sexta-feira (06). De acordo com a categoria, a Diretoria do Garantido deixou de pagar a primeira parcela do contrato de 2022.
Segundo Leno, o pagamento dessa primeira parcela geralmente é feita, tradicionalmente, antes da principal festa de rua do Boi do Povão: a Alvorada Vermelha.
"O sentimento é de indignação por uma diretoria que age como uma ditadura. A pessoa não pode expressar o que sente. Na realidade, nós não temos a nossa liberdade de expressão, e é demitido por cobrar um direito que é da gente. Em nenhum momento eu denegri a imagem do boi ou do presidente, eu só estava cobrando os nossos direitos", destacou.
Ainda na sexta-feira, o presidente do Garantido, Antônio Andrade, esteve na Cidade Garantido e conversou com os trabalhadores. No entanto, segundo Leno, nada foi resolvido. Ele disse ainda que temia ser vítima de represálias após encabeçar a paralisação da categoria.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Boi Bumbá Garantido, mas a agremiação informou que não vai se pronunciar sobre a denúncia.
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