O ex-prefeito de Manaus e candidato ao Senado pelo PSDB, Arthur Neto, acionou a Justiça Eleitoral para retirar do ar um perfil no Instagram que, segundo os advogados do político, contém propaganda difamatória contra ele. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral no Amazonas (TRE-AM) negou liminar na última terça-feira (23).
A página em questão, citada pelos advogados de Arthur Neto no processo, se apresenta no Intagram como "Juntos por Flávio Rodrigues". Confira a página:

O ex-prefeito pede que o autor da página pague multa no valor de R$ 30 mil e os conteúdos que mencionam Arthur sejam retirados do perfil.
Conforme apontam os advogados do tucano, o conteúdo das publicações que citam Arthur é de caráter ofensivo.
Na decisão da Justiça Eleitoral, o pedido de liminar foi negado. No entanto, o juiz auxiliar, Márcio André Lopes Cavantante, intimou a empresa Facebook para que apresente, no prazo de 24 horas, os dados do responsável pela página no Instagram.
Caso as informações forem negadas, o juiz determinou o envio de ofícios às empresas ede telefonia para que forneçam os dados relativos à identificação do usuário.
Posteriormente, com a identificação, o juiz revela que o autor da página será notificado e incluído no processo e o caso será comunicado ao Ministério Público. Veja a decição:

O perfil, no Instagram, alvo do processo, apresenta publicações com as hashtags #JustiçaporFlávioRodrigues e #ForaArthurVirgilioNetoPSDB.
O Canal92AM procurou a assessoria do candidato ao Senado, mas até à publicação desta matéria não houve retorno.
Caso Flávio
Esse mês, a página publicou um comunicado intitulado de "Nota de repúdio" após o ex-prefeito gravar um vídeo se desculpando com a família e amigos do engenheiro Flávio.
Flávio foi assassinado em 2019. A família aponta ligações de Arthur no caso, pois um dos suspeitos de envolvimento na morte é o enteado dele, Alejandro Valeiko, proprietário de um imóvel no bairro Tarumã, onde Flávio foi assassinado.
Além disso, no processo há indícios de que funcionários da Prefeitura de Manaus, quando Arthur era prefeito, ajudaram a modificar a cena do crime e a se livrar do corpo do engenheiro. Para isso foi utilizado, inclusive, veículo do Poder Executivo Municipal.
Arthur nega qualquer envolvimento no caso.
Da Redação do Canal92AM
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