Senador Plínio Valério repudia falas de Arthur sobre seus familiares com cargo no Governo do Amazonas e revida dizendo que o ex-prefeito de Manaus vai se "arrepender para o resto da vida"
A guerra entre o senador Plínio Valério e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, foi anunciada. Plínio quer disputar o governo, e para isso diz ter o apoio da executiva nacional do PSDB. Mas, no caminho tem Arthur, que tem mais de três décadas de dedicação ao partido dos tucanos e quer Amazonino na disputa pela cadeira de governador.
O senador Plínio Valério destacou, em entrevista nesta segunda-feira (13), que está magoado com Arthur, que meteu a família do senador na briga pela disputa eleitoral. "Ele chamou um adversário para a briga, mas meteu a minha família no meio. Nunca faça isso. Ele vai se arrepender para o resto da vida", ameaçou o senador da República.
'PSDB é maior que Arthur'
Plínio diz que o PSDB é muito maior que Arthur. "Amazonino não tem apoio do PSDB nacional, ele nem amigo do Arthur é; são colegas. Eu sou vascaíno e aposto com qualquer flamenguista que, se o Amazonino sair candidato pelo PSDB ao governo do Amazonas, visto uma camisa do flamengo e vou a qualquer lugar usando", brincou o senador.
Ele diz que a conversa de Arthur "pregar" ter 30 anos de PSDB não o faz dono da decisão sobre quem deve disputar o Governo com o apoio da sigla no Amazonas. "A executiva estadual do Arthur é temporária, ele nem trabalhou para ela ser efetivada. No final de março acaba o mandato dele", anunciou Plínio.
No entanto, conforme veiculado por Arthur na mídia, no mês passado, o tucano foi garantido no comando da executiva estadual por mais um ano, ou seja, até 2023.
O senador diz que participou da fundação do PSDB, enquanto Arthur nem do partido era. "Ele era do PSB e só veio para o PSDB um ano após a fundação dopartido. Depois, eu sai do partido e retornei faz sete anos", destaca Valério.
'Não meta a família no meio dessa guerra'
Plínio diz estar magoado com Arthur pelo fato de sua família ter sido citada pelo ex-prefeito de Manaus sob a acusação de que estaria com cargos no governo do Estado, o que Plínio diz não ser verdade.
Posso falar em nome dos meus quatro filhos, da minha mulher e da minha enteada. E isso não é verdade. Eu fui um dos senadores que em março de 2020 comuniquei aos ministros que não queria nenhum cargo para familiares em meu governo. Tenho apenas uma filha que trabalha no Governo, mas é porque é concursada há 15 anos na Sefaz [Secretaria do Estado da Fazenda do Estado do Amazonas]", explicou o pré-candidato ao governo.
Em 'tom' de despedida
"Eu não queria que ele [Arthur] se despedisse da política dessa forma. Para mim, ele continua sendo um nome importante, gritou muito no Senado, mas teve poucas leis aprovadas e de pouca relevância. Eu, por exemplo, em quatro anos de mandato já consegui aprovar leis muito mais importantes. Quando eu vim pra cá [disputar o governo], eu vim com o aval. Eu tenho a autorização de sete senadores do PSDB, inclusive um documento assinado por eles", destaca o parlamentar, salientando que "Arthur e o Amazonino que se entendem pra lá [sic], agora não metam a minha família".
Da Redação do Canal92AM
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