Briner era inocente
O motoboy Briner de Cesar Bitencourt, de 22 anos, foi sepultado pela família nesta quarta-feira (12), após passar um ano preso por tráfico sem ser culpado. O caso pressiona a Secretaria de Segurança do Tocantins e revolta a família. Briner foi preso com dois vizinhos que plantavam maconha em casa e guardavam droga em casa.
Só que ele não sabia e os próprios vizinhos disseram que ele era inocente. No dia em que chegou seu alvará de soltura, Briner morreu após passar mal na cadeia, em Palmas. O alvará e a morte chegaram para Briner na segunda-feira dia 10. Ele se sentiu mal de madrugada, teve dores no estômago, não conseguia andar e nem falar. Até agora a causa da morte está “por apurar”.
Morte sem explicação
Briner morreu às 4h30, 11 horas antes do alvará chegar na cela da Unidade Penal Regional de Palmas (UPP) direto para uma UPA. “É algo bem inexplicado. Deveria ter sido dado atendimento, verificar com mais atenção o que gerou a causa da morte. Pedimos que seja feita a autópsia do corpo. Queremos saber o que aconteceu. É o mínimo que o Estado pode responder. A mãe do Briner falava que iam fazer um almoço quando ele saísse”, defendeu a advogada Lívia Machado, que defendia o motoboy.
Briner foi preso em 12 de outubro de 2021. “A prova se mostra frágil em relação à sua autoria delitiva. O réu negou que tivesse conhecimento da existência das plantas, e dos tabletes de maconha, o que não foi rechaçado por nenhuma outra prova colhida durante a fase judicial. O réu não tinha acesso aos quartos dos corréus”, diz o juiz na sentença que chegou tarde demais.
Em defesa
A Secretaria de Justiça do Tocantins afirma que naõ tem culpa; “A Seciju frisa que todos os procedimentos referentes a atendimentos de saúde do referido custodiado, avaliações de quadro clínico e encaminhamentos para unidades de saúde foram disponibilizados a fim de prezar pela saúde do custodiado. A pasta também disponibilizou assistência com os custos do funeral e apoio necessário aos familiares, para os quais presta condolências neste momento de tristeza”, informou a secretaria em nota.
Resta a família a dor e um processo legal contra o Estado.
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