Deputado federal pelo Amazonas, o pastor Silas Câmara (Republicanos) – líder da Assembleia de Deus no Estado – comandará a bancada evangélica no Congresso Nacional. Com a escolha, também vieram à tona polêmicas envolvendo o nome de Silas e o esquema de "rachadinhas".
O deputado, que na legislatura que se inicia agora em fevereiro de 2023 está no seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados, foi alvo de investigação por suposto envolvimento no recebimento de parte dos salários de funcionários de seu gabinete, em Brasília entre janeiro de 2000 e dezembro de 2001, aproximadamente dois anos.
O desfecho do processo, que se arrastou por duas décadas, ocorreu em dezembro de 2022, quando o deputado firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), reconhecendo que fazia rachadinha e topando pagar multa de R$ 240 mil para encerrar o caso.
Eleição
A eleição de Silas para o comando da bancada evangélica, que ocorreu há aproximadamente dois meses do julgamento do caso das "rachadinhas", também foi alvo de polêmica e só ocorreu após ser adiada por conta de um racha de membros da bancada evangélica.
A confusão teve início por conta do uso da cédula impressa e o sistema da Câmara. O deputado Otoni de Paula chegou a afirmar que se fosse declarador um vencedor ele iria acionar a justiça pedindo o anulamento por que considerava que a eleição havia sido fraudada.
No entanto, depois, com a escolha de Silas - que era o favorito ao cargo - Otoni de Paula gravou um vídeo pedindo desculpas a Silas, a família do deputado, os eleitores amazonenses e os demais colegas de partido e da bancada evangélica.
Segundo o Otoni, Silas é um homem digno de liderar a bancanda evangélica. O vídeo com o pedido de desculpas foi divulgado pelo próprio Silas em suas redes sociais.
Procurado pela Reportagem do Canal92AM, para comentar sobre a expectativa da sua atuação como líder da bancada evangélica para esse início de legislatura, Silas Câmara não comentou sobre o assunto até à publicação desta matéria.
Da Redação do Canal92AM
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