Partido sofreu debandada de filiados e decidiu aumentar internamente para 90% e 66%,respectivamente, a participação de mulheres na executiva e diretório estaduais e em 55% LGBTQIA+ nos cargos de secretarias
O PSOL Amazonas recompôs seu diretório estadual, no sábado passado, dia 19, após sofrer uma debandada de centenas de filiados no início de março devido às brigas internas. No dia 6 deste mês, o partido foi acusado, por exemplo, pelo Movimenta Amazônia Socialista, coletivo formado por mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência (PcDs) e LGBTQIA+, de ser “machista, misógino e LGBTQIAP+fóbico”.
Em resposta às críticas sobre gestão partidária que levaram a uma desfiliação em massa, o PSOL do Estado informou, em sua página no Facebook, nesta quarta-feira (22), que “sua nova composição conta com a participação de mais mulheres em suas secretarias”. A sigla afirmou que a ala feminina que integra a Executiva Estadual é de 90% e que o diretório em sua totalidade tem 66% de dirigentes mulheres no comando.
“As divergências ocorrem nos campos das ideias, nos refletem a necessidade de nos unirmos e garantir os ajustes com o exercício nos debates e nas organizações. Não há dúvidas que teremos desafios, mas percebemos que através da unidade consensual, podemos ter um partido com estabilidade de uma gestão comprometida com ações na política partidária e administrativa”, diz a presidente do PSOL-AM, Rosilane de Almeida, em um trecho da nota.
E além de Rosilane, compõem agora a Executiva Estadual: Mena Bianca (Secretaria de Finanças), Fernanda Fernandes (Secretaria de Organização) e Ana Simplicio (Secretaria de Mulheres do PSOL-AM). Outro avanço, que a legenda destaca na nota, é que a nova composição dos diretórios conta agora em suas gestões com 55% de dirigentes LGBTQIA+.
Historicamente, pela primeira vez o Partido Socialismo e Liberdade do Estado terá em seu diretório estadual uma pessoa trans não-binária. Neste caso, Álex Sousa foi escolhida para ser a secretária de Comunicação da legenda. Ela também é coordenadora Nacional e Estadual da Juventude Manifesta, Militante da Frente Desencarcera Amazonas e diretora da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), no mandato de 2021-2023.
“O PSOL avança ao incluir pela primeira vez corpos trans no seu diretório estadual, avança ao trazer para a suas trincheiras de lutas, pautas muitas vezes esquecidas pelas esquerdas, como a luta antimanicomial, a luta pelo fim das prisões provisórias e pelo abolicionismo penal. Avança ao incluir no diretório, dirigentes jovens, que estão sempre sendo questionados de sua capacidade de construção política.”, afirma Álex na nota oficial do partido.
E sobre as Eleições Gerais de 2022, o PSOL Amazonas aprovou também, na reunião que definiu o novo diretório, a convocação de uma plenária estadual com todos os filiados para debater os desafios da sigla no Estado e a sua comissão eleitoral que realizará os diálogos com outros partidos de esquerda para as pré-candidaturas.
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