A Polícia Civil ainda não divulgou nenhuma linha de investigação
A morte da servidora do Tribunal Regional Tribunal (TRT), Silvanilde Ferreira Veiga, de 58 anos, segue sendo um mistério. A Polícia Civil ainda não divulgou nenhuma linha de investigação.
No momento, a equipe de investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está ouvindo algumas pessoas que podem ajudar na elucidação do crime. Nesta quarta-feira (25), o namorado de Stephanie Veiga, filha da vítima, está sendo ouvido. O síndico, o porteiro, Stephanie, e outras pessoas já prestaram depoimento.
São muitas perguntas ainda sem respostas: Quem matou e qual o motivo? Nesse momento detalhes podem fazer toda diferença. Como as horas antes do assassinato.
Segundo o advogado de Stephanie, Cândido Honório, o último dia de vida de Silvanilde foi como outro qualquer. Stephanie Veiga relatou à equipe de advogados como foi a relação com a mãe naquele dia.
Ela contou que foi para a academia, como fazia todos os dias. Depois voltou para casa e preparou o almoço para ela e a mãe.
“Ela relata que pela manhã foi para a academia, naturalmente, como fazia sempre. Retornou da academia, fez o almoço dela e da mãe, elas almoçaram, tudo muito tranquilo”, detalha Cândido Honório.
Ainda segundo o advogado, o último áudio que Stephanie recebeu da mãe é ela agradecendo a filha por ter comprado um colágeno para dor nas articulações de Silvanilde.
“Silvanilde manda um áudio para Stephanie, que inclusive, é o último que ela mandou, falando ‘meu amor, eu tomei o colágeno, é muito gostoso, o sabor é muito bom’. Ou seja, ela estava muito tranquila”, revela o advogado do caso.
O advogado ressalta que nada de anormal aconteceu naquele dia, e que as duas tiveram a rotina normal, que tinham todos os dias.
“Almoçaram juntas, tudo com naturalidade, não houve nenhum contratempo, nenhuma briga, nenhuma discussão, nada, pelo relato que a Stephanie deu".
Após o almoço, Stephanie saiu com o namorado, por volta das 15h, e Silvanilde ficou sozinha em casa. Às 16h21, ela manda um e-mail de trabalho para um dos magistrados da 15ª Vara e este é o último contato que ela tem com alguém, conta Cândido.
“O curioso é que às 16h21, a vítima manda um e-mail para o magistrado que trabalha com ela na 15ª Vara. Então ela manda esse e-mail e, depois disso, não fala mais com ninguém, pelo o que nós sabemos”, revela Cândido.
O assassinato
A Silvanilde foi encontrada morta, no sábado (21), dentro do próprio apartamento, no condomínio Gran Vista, na Ponta Negra. Ela estava com marcas de golpe de faca e de estrangulamento. Ao todo, foram 12 golpes.
Conforme o relato de Stephanie à polícia, na noite de sábado, ela recebeu uma mensagem de SOS da mãe e mandou duas mensagens em retorno, porém não obteve resposta, por isso, pediu ao porteiro do condomínio, que fosse ao apartamento da genitora para verificar se estava tudo bem.
Ao retornar, ele informou que ninguém atendia, e que os veículos estavam todos na garagem.
Com isso, ela foi ao apartamento, juntamente com o namorado, e encontrou a mãe estendida no chão da sala, de bruços em uma poça de sangue. Ela relatou, ainda, que não havia sinais de arrombamento e a única coisa levada do local foi o celular da vítima. A servidora já morava no local há mais de 10 anos.
Entretanto, o namorado não teria subido com ela no apartamento. Quando ela entrou no imóvel encontrou a mãe jogada no chão.
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