A prévia do Censo 2022 apontou que a maioria das cidades brasileiras é menor do que se pensava. Isso interfere na distribuição do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), pago pelo governo federal de acordo com o porte do município.
Neste ano, uma a cada oito cidades deve perder recursos -no total, R$ 3 bilhões. Por outro lado, um grupo menor de prefeituras vai receber mais. Calculado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) com base em dados do IBGE, o FPM é uma das principais fontes de receita dos municípios pequenos.
O que muda na distribuição do FPM em 2023?
702 cidades caíram de porte e vão receber menos recursos;
331 cidades subiram de porte e vão receber mais;
as demais 4.537 cidades devem continuar recebendo como nos anos anteriores – a maioria delas também é menor do se estimava, mas se manteve na mesma faixa populacional, não impactando os repasses, que são feitos por porte da cidade e não pelo número de habitantes.
Cidades contestam o uso da prévia do Censo 2022
Em reação, prefeitos das cidades que vão perder recursos estão se mobilizando contra o uso dos novos dados do IBGE.
A orientação da Confederação Nacional dos Municípios é que ingressem com ações na Justiça Federal.
*Com informações da Folha
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