O presidente da CMM continua defendendo a obra do anexo
O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis (Avante), defendedeu novamente o projeto de construção de um prédio anexo, que ficou conhecido como “Puxadinho”, durante uma entrevista ao Programa Fala Caboco, na última quarta-feira (18).
“O tempo vai responder que eu tinha razão. Ouçam o que estou dizendo”, declarou. Avaliada em R$ 32 milhões, a obra foi barrada na Justiça a pedido de outros vereadores.
David Reis conta que quando chegou na Câmara, em 2013, alguns gabinetes eram no meio do prédio, sem nenhuma luz externa, o que ele classificou como insalubre, e o deixou incomodado.
“Logo que assumi a presidência me falaram que a Câmara tinha um projeto. Eu chamei dois arquitetos, que deram uma incrementada e a possibilidade de ele ser construído em 10 meses e lançamos a licitação e, sem ter tido a oportunidade de nenhum interessado ter acesso ao edital, a justiça suspendeu. Decisão judicial não se discute se cumpre”, disse.
Mas de fato o que seria o anexo 2 da CMM?
Questionado como seria a estrutura do prédio, David Reis afirma que o anexo comportaria dois andares de estacionamento, o primeiro andar seria com recepção e o admirativo, no segundo e no terceiro andar seriam os gabinetes, no quarto andar um espaço como um centro de convenções e o quinto um restaurante de frente para o rio, que seria colocado em licitação pública para uma cozinha regional.
“Os gabinetes seriam todos uniformes, com 60 metros quadrados e já iria comportar aquilo que é previsto na Constituição Federal, uma capital quando atinge o máximo da sua representação, em uma Câmara municipal, chega em 55 representes, e um dia Manaus terá esse tamanho, um dia teremos na CMM 55 vereadores. Esse projeto contemplaria uma visão de futuro, um prédio com arquitetura moderna”, reafirma.
De acordo com o vereador, o projeto respeitou a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). “Se dividir pela metragem quadrada que a obra teria, seriam 12 mil metros, o valor do metro quadrado custaria R$ 2, 660 mil, para quem entende de construção civil, sabe que esse preço é correto e até abaixo do valor de mercado”, pontua.
O parlamentar criticou o nome dado à obra. “Eu não sei em que mundo podem chamar uma obra daquela de puxadinho. Ou a pessoa que apelidou tem muita riqueza ou mora em Dubai, que não sei nem onde fica, ou tem muita maldade no coração e para aqueles que moram em Manaus. Não penso a cidade de Manaus de forma pequena, caminhando para trás ou retrocedendo. Eu penso Manaus grande”, disse.
O presidente da CMM salienta que já conheceu prédios públicos em outras cidades do Brasil e por isso pensava em um projeto desse tamanho para a capital amazonense. Segundo ele, o projeto foi pensado e idealizado, mas não teve oportunidade de esclarecer.
“É muito bom chegar por aí, achar bonito, aplaudir e aqui pensar que devemos viver de retalhos e de remendo. Não é assim que eu penso política. Então, eu lamento a brincadeira que fizeram com esse projeto. Quando finalizasse o nosso mandato, no dia 31 de dezembro, eu não ia fechar o prédio e levar para o prédio seria da cidade de Manaus”, reforça.
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