Melquisedeque não teria reagido ao assalto, mas demorou a pegar o celular
Na noite desta quinta-feira (16), o jovem aprendiz da etnia Sateré-Mawé, Melquisedeque Santos do Vale, de 18 anos, foi assassinado dentro da linha 444. O ônibus foi assaltado na Avenida Torquato Tapajós e o jovem foi morto porque demorou para encontrar o celular na bolsa.
De acordo com a perícia, ele foi morto com um tiro na cabeça de escopeta calibre 12. Melquisedeque estava voltando para casa após sair do trabalho, em uma loja da Bemol. Horas antes, o jovem publicou nas redes sociais os seus últimos minutos no trabalho.
Assalto
Três homens armados entraram no coletivo como se fossem passageiros e anunciaram um assalto na avenida Torquato Tapajós. Os suspeitos ordenaram que o motorista desviasse a rota do ônibus em direção à avenida Santos Dumont, no sentido do Aeroporto de Manaus.
Um dos suspeitos pulou a catraca e apontou a arma para o motorista. Pelo menos dois dos suspeitos estavam armados com escopetas. O jovem demorou para tirar o celular da bolsa e foi baleado.
Testemunhas informaram que o jovem não teria reagido ao assalto, mesmo assim acabou sendo baleado na cabeça. O aparelho celular da vítima não foi levado pelos bandidos.
Policiais da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foram acionados, mas não conseguiram prender os suspeitos - que correram para uma área de mata. O corpo da vítima passou por perícia antes de ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
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