Manaus, 01 de June de 2026   |  

"Fui eleito com 396 votos e destituído por 1", diz Ramos após perder vice-presidência da Câmara

| 23/05/2022 - 19:48
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Ele salienta que a decisão veio após pressão do presidente Jair Bolsonaro

O deputado Marcelo Ramos se manifestou após a decisão de destituí-lo do posto de vice-presidente da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (23). Ele salienta que a decisão veio após pressão do presidente Jair Bolsonaro.

“Fui eleito pelo voto de 396 deputados e deputadas e destituído por 1 e atendendo a uma ordem do Presidente da República”, escreveu no Twitter.

A saída do parlamentar do cargo acontece após o ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reverter uma liminar que tinha concedido a favor do deputado, no fim de abril, que impedia o ex-partido de Ramos, o PL, de atuar para retirá-lo da vice-presidência da Câmara.

“Quero dizer que respeito e cumpro a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que, não julgou o mérito, mas a incompetência do TSE. Eu sou um democrata e jurei a Constituição, defendo as decisões judiciais até quando discordo delas”, disse Ramos.

Desde a semana passada, Jair Bolsonaro cobrava do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a destituição de Ramos do cargo. Pelo regimento interno, como o parlamentar migrou do PL para o PSD, ele automaticamente perderia sua função na Mesa Diretora.

“Pressão do PL, não. Pressão do Presidente da República que deu uma ordem ao Presidente da Câmara por uma live”, disse Ramos ao afirmar que a decisão aconteceu após um pedido de Bolsonaro.

Lira, aliado do Planalto, já deu início aos preparativos em torno de uma nova eleição para escolher o nome do número 2 no comando da Casa legislativa.

O parlamentar disse que foi chantageado para parar de criticar o presidente e com isso continuaria na vice-presidência da Casa.

“Alguns achavam que me chantageavam quando sugeriram meu silêncio nas críticas ao presidente e na defesa do Amazonas para que não me retirassem da vice-presidência da Câmara em um gesto ilegal, arbitrário e antidemocrático. Não me conhecem”, escreveu nas redes sociais.

Em outra publicação, ele afirma que a vice-presidência da Câmara não vale a omissão aos ataques do governo federal à ZFM, que atingem os empregos dos amazonenses, as escolas dos amazonenses, os hospitais dos amazonenses, a Universidade do Estado do Amazonas, os recursos destinados ao interior do Amazonas.
 

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