O governador não compareceu ao debate e foi massacrado pelos concorrentes
O governador Wilson Lima (UB) se pronunciou sobre os ataques sofridos por adversários políticos durante o debate da TV Band Amazonas, realizado na noite de domingo (7), durante entrevista ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tirantes, nesta segunda-feira (8).
Wilson disse que enfrenta problemas de ataque desde a transição do governo no final de 2018, ano em que foi eleito.
“Me disseram o seguinte: olha governador, quando o senhor assumir, o senhor vai ter três meses de lua de mel. Eu comecei a ser atacado durante a transição do governo, porque os caras não aceitavam o resultado das urnas de 2018”, declarou Wilson, acrescentando que não compareceu ao debate pois estava cumprindo agenda no município de Tabatinga, como acompanhando a instalação do de Unidades de Terapias Intensivas (UTIs).
Sobre os ataques, Wilson garante que a resposta dele é diferente das dos opositores. “Duvido que tenha um governador que foi mais atacado do que eu. Eu estou preparado, mas a minha resposta não é o ataque, não perseguir ninguém, a minha resposta é o trabalho. É só fazer a comparação do que eles entregaram, e do que eu consegui entregar”, declarou.
“Mesmo diante de pandemia, mesmo diante da maior enchente de todos os tempos, nós entregamos aqui a AM-070. Quatro governadores por lá. Mesmo diante de tanta dificuldade e de tantos desafios, nós estamos ampliando nosso prato cheio. Antes eram sete restaurantes populares, agora são 34, e até o final do ano nós vamos inaugurar mais 10. Ninguém se preocupou em colocar alta complexidade no interior. Então, o trabalho que a gente fez é a resposta mais contundente que a gente tem”, acrescentou.
De acordo com o governador, ele só teve a oportunidade de trabalhar no governo do estado depois da pandemia. “Eu estou a 1 ano e meio governando o estado do Amazonas e entregando obras. Os outros dois anos foram administrando crise”, disse.
Respiradores
O governador também citou os casos dos respiradores, fato esse que deve ser a principal arma dos adversários contra ele durante a campanha eleitoral.
“Nós estávamos em uma batalha para salvar vidas e, mesmo diante daqueles momentos difíceis, os adversários políticos, os poderosos da política, ocupavam seu tempo em me atacar. A determinação que eu dei para os meus secretários é que fosse comprado tudo de necessário de insumo para poder salvar vidas. Há um processo sobre essa situação e não há nenhuma acusação de que eu fui beneficiado de alguma forma, não há nenhum documento assinado por mim que indica que eu cometi algum tipo de irregularidade. Minha vida foi virada de cabeça para baixo, minha vida foi devassada, e não encontraram absolutamente nada”, declara.
Wilson afirma que caso tivessem encontrado alguma irregularidade, ele não estaria na cadeira de governador, assim como aconteceu com outros governadores no Brasil que foram afastados por desvios durante a pandemia.
“Então, com relação a isso, eu estou absolutamente tranquilo e era o momento que a gente precisava conseguir insumos e equipamentos para salvar vidas das pessoas. Essa era a minha prioridade naquele momento e assim trabalhamos. Houve algum procedimento administrativo errado? Pode ter havido, mas garanto uma coisa: não houve má fé. Não há nenhum indício que eu tenha me beneficiado de qualquer procedimento realizado no governo”, afirma.
Falta de oxigênio
Sobre a crise da falta de oxigênio, registrada em janeiro de 2021, Wilson afirmou que houve três pontos que fizeram o Amazonas chegar naqueles momentos críticos e difíceis.
“Primeiro, nós estávamos lutando contra um inimigo que ninguém conhecia. Tem a questão da logística, que só chega de avião ou de barco. Outra coisa, aqui no Amazonas surgiu a variante mais mortal da Covid-19. E o que é mais grave, eu herdei uma herança na área da saúde de um sistema sucateado. Hoje temos 45 usinas de oxigênio funcionando, todas implantadas no nosso governo”, pontua.
Um Wilson mais experiente
O governador também comentou sobre a diferença entre o Wilson Lima de 2018 e o de agora de 2022. Segundo ele, houve muitos aprendizados sobre governança e confiança em aliados.
“A gente evolui muito. Eu fui eleito governador com uma votação histórica. Num contexto em que a população queria fechar aquela história e queria iniciar uma nova história. Muitas das coisas, eu aprendi na marra, aprendi na porrada. Criei casca na porrada. Nenhum governador enfrentou a crise que eu enfrentei. Eu não era da política, eu não tinha nenhum grupo político. E algumas das coisas que eu aprendi, que eram importantes, foi que eu não posso confiar em todo mundo. Depois eu montei um governo muito técnico”, declarou.
Segundo mandato
Caso seja reeleito, Wilson Lima disse que pretende continuar com o projeto dos restaurantes populares, colocando um em todos os municípios do Amazonas.
“Combater a pobreza e a fome são prioridades. A fome é o principal sintoma da pobreza. E principalmente depois da pandemia, isso ficou muito agravado. Vamos trabalhar para colocar um restaurante popular em casa município do interior, criamos o auxílio permanente”.
Além disso, geração de emprego e renda também será outro ponto forte do plano de governo de Lima, com as realizações das obras do estado, e o fortalecimento da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Novas matrizes econômicas também serão fomentadas para desenvolvimento econômico do estado, como por exemplo a exploração do gás.
*Da Redação do Canal92AM
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