Ramos é um dos grandes destaques da política amazonense no Congresso Nacional e a sua não reeleição foi uma grande surpresa
O deputado federal Marcelo Ramos (PSD) se pronunciou nesta segunda-feira (3) sobre os resultados das eleições do último domingo (2). Ramos, que é um dos nomes importantes da política amazonense, teve 74. 386 mil votos e não conseguiu se reeleger.
Ele publicou uma foto da campanha e declarou que está com o coração tranquilo, pois tem certeza que fez o melhor pelo Brasil e pelo Amazonas durante o mandato.
“Um homem que cumpre a sua missão, entristece com a derrota, mas segue a caminhada de cabeça erguida”, disse ao agradecer pelos votos recebidos.
“Exerci esse mandato concedido por Deus e pelo povo Amazonas sem me afastar dos meus princípios, sem negociar valores democráticos e nem a defesa da ZFM que se traduz na defesa dos empregos dos amazonenses, das escolas, dos hospitais, dos recursos para o interior e da proteção da floresta.
Sempre achei que tinha uma missão de vida que era servir ao Amazonas e tenho certeza de que cumpri essa missão nos últimos anos. O povo amazonense tomou a sua decisão soberana e eu, como democrata convicto que sou, reconheço e desejo sorte a todos os eleitos”, pontuou.
Ao final, ele disse que irá concluir o mandato até o último dia e depois seguirá o caminho sempre ao lado do Amazonas, da democracia, do combate à fome e da geração de emprego.
“Obrigado, ao povo do Amazonas por ter me permitido por 4 anos cumprir a minha missão de vida”, finalizou.
Eleito em 2018, com 106.805 mil votos, Marcelo Ramos teve uma grande atuação política nos quatros anos de mandato. Ele foi eleito vice-presidente da Câmara dos Deputados e por muitas vezes presidiu sessões com votações importantes para o Brasil.
Ele também faz uma forte oposição ao governo Bolsonaro. A “guerra” ficou ainda mais declarada após as constantes ameaças contra a Zona Franca de Manaus (ZFM), com decretos que prejudicavam o modelo econômico do Amazonas.
Em maio deste ano, Ramos, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, foi destituído da vice-presidência da mesa diretora da Câmara dos Deputados.
Segundo a decisão, o cargo de vice-presidente da Câmara ocupado por Ramos estava vinculado ao seu antigo partido, o PL, pelo qual foi eleito para ocupar a cadeira.
Opositor incisivo de Bolsonaro, Marcelo Ramos saiu do PL com a chegada do presidente. Com sua ida para o PSD, o deputado federal fez um acordo com Valdemar Costa Neto — presidente do PL — para continuar no cargo. Com a retirada de seu nome da mesa diretora, contudo, o acordo não foi cumprido.
Entretanto, na época, Marcelo Ramos afirmou que sua destituição se deu por pressão de Bolsonaro ao presidente da Câmara, Arthur Lira. Segundo ele também, houve chantagem sobre perder o cargo, caso o parlamentar continuasse a criticar o chefe do Palácio do Planalto.
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