Omar se manifestou pelas redes sociais sobre a nova ameaça do presidente
O senador Omar Aziz (PSD) reagiu ao possível novo ataque de Jair Bolsonaro (PL) contra a Zona Franca de Manaus. Conforme uma reportagem da Folha de São Paulo, o presidente avalia cortar o incentivo tributário de fabricantes de concentrados de refrigerantes instalados no PIM.
“Como coordenador da bancada do Amazonas no Congresso - e falando por ela - eu não acredito que o presidente Bolsonaro esteja atacando o polo de refrigerantes do meu Estado por retaliação. Isso seria coisa de menino birrento e não de um presidente da República”, declarou Omar.
A possível medida avaliada pelo governo compensaria parte da renúncia decorrente do programa de renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas do Simples Nacional.
O motivo, segundo fontes do governo, seria pelo fato de Bolsonaro está contrariado com a bancada de parlamentares do Amazonas, a quem atribui a articulação por trás de uma ação judicial que busca derrubar o corte linear de 25% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) - medida encampada pelo presidente como bandeira positiva de seu mandato.
“A luta da bancada do Amazonas no Congresso é pela preservação dos empregos e atrair novos para o Polo Industrial de Manaus. Na contramão, as ações do Governo Federal põem em risco tudo que foi construído nos últimos 50 anos”, disse o senador.
O parlamentar salientou que quem conhece minimamente e se importa com o Amazonas sabe que o modelo econômico Zona Franca é fundamental para a preservação da Floresta Amazônica.
“Quem ignora isso - ou faz de má-fé - só demonstra que não tem consideração pelos amazônidas. Presidente, pare de “bater o pé” e haja com a grandeza que o cargo exige”, concluiu Omar.
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PDS), também se manifestou e disse que prefere acreditar que seja somente uma especulação por conta da gravidade da situação.
"Um Presidente falar em prejudicar os empregos dos amazonenses,as receitas que financiam escolas e hospitais no AM por interesse eleitoral é uma molecagem tão grande que, até que se confirme, eu prefiro acreditar que é especulação. Quando ataca a ZFM e o Amazonas, Bolsonaro ataca o povo", destaca.
O presidente já vem sendo bastante criticado pelos parlamentares amazonenses, após não cumprir a promessa feita, durante reunião, ao governador Wilson Lima (União Brasil) de tirar os produtos da ZFM do decreto que reduz em até 25% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Pelo contrário, ele prorrogou até o dia 30 de abril.
*Da Redação do Canal92AM
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