Formanda em Pedagogia, faz pesquisa na área de Superdotação e Criatividade, da FAPEAM. É mentora de missionários Universitários de diversos estados do Brasil, através da organização Dunamis Pockets e voluntária no CAIS (Centro de Apoio aos Imigrantes e Refugiados), como parte da JOCUM. Atualmente, trabalha na comunicação de projetos da empresa Impact Hub Manaus.
Quero iniciar nosso espaço contando um pouco da minha trajetória com Deus e com a missão. Eu me chamo Thalia Galdino, tenho 23 anos e atualmente estou mentoreando líderes missionários em suas universidades, através do Dunamis Pockets. Nesse espaço iremos conhecer e descobrir muitas coisas novas com relação ao Reino de Deus, espero que vocês que estarão lendo essa coluna, sejam impactados por um amor que um dia me alcançou de uma forma avassaladora.
Desde pequena eu frequentei uma igreja da Convenção Batista Nacional e sou muito grata por fazer parte dessa história, mas acredito que a minha relação com Deus iniciou de fato no final do ano de 2013, quando encontrei e conheci de fato quem Deus é, pois antes disso eu vivia completamente desalinhada dos propósitos que ele tinha pra minha vida.
No ano de 2013, já no final, o Espírito Santo falou ao meu coração por meio da arte. Foi enquanto eu dançava que Jesus reafirmou a minha identidade e me disse o motivo pelo qual eu ainda estava viva - sou literalmente uma sobrevivente (uma história para mais tarde) -, a morte já passou muito próximo, mas eu entendi que ainda não cumpri o que Deus me chamou para fazer e é por isso que eu sobrevivi a todas as situações difíceis da minha vida.
Então, em poucos meses eu me debrucei na Palavra e aos pés de Jesus, para compreender mais de perto a sua voz e dar os próximos passos. E nos últimos meses para finalizar o ano, eu recebi um resultado que me chocou muito - mas que hoje eu vejo que foi muito necessário e que era a vontade de Deus para mim -, em relação ao meu desempenho escolar, obtive a minha primeira reprovação, e ainda foi em uma escola muito renomada em Manaus e que lutei muito para entrar. Fiquei triste, mas eu entendi que Deus iria guiar os meus passos para aquilo que fui chamada para fazer.
Com toda essa mudança, eu fui para uma escola no Centro da cidade de Manaus e lá o Espírito Santo tocou no meu coração e disse: "abra uma célula na escola". Eu não sabia o que fazer, mas confiei e me agarrei à palavra que diz em 1 Tessalonicenses 5:24 - “Aquele que vos chamou é fiel e há de realizar aquilo que prometeu”. Durante três anos do meu ensino médio, eu precisei vencer meus medos e dar passos de fé. No primeiro ano, foi uma reunião só para as meninas, mas no ano seguinte abrimos para meninos que se interessaram e gostariam de participar com a gente, até que chegou o terceiro ano da escola e a diretora nos ofereceu o auditório, pois onde era feito não comportava mais o número de pessoas. Durante esses anos, eu fiz missões sem entender ainda que aquilo também era missão.

Encontro no Largo São Sebastião. Na época, chamávamos de Grupo de Amizade

Encontro na Praia da Ponta Negra
Missão é feita com os pés dos que vão, da oração dos que clamam e intercedem e pelas mãos que abençoam.
Então, respondendo à pergunta do título dessa coluna, tudo começou com uma compaixão profunda em ver meus amigos alcançados por Jesus. Você pode ser um missionário onde você está, não se prenda apenas a missões transculturais (quando viajamos para outros países), mas entenda em que momento você está vivendo e seja luz neste lugar.
No próximo sábado, vamos falar um pouco mais sobre a importância de fazer missão onde você está inserido. Te espero aqui!
© 2022. Canal 92 AM - Todos os direitos reservados